Artigo: Guardar o Silêncio

O poder do silêncio é inegável. Frequentemente, o excesso de palavras nos coloca em situações complexas e expõe informações que deveriam permanecer ocultas. Em contrapartida, o silêncio age como um guardião de nossos pensamentos e palavras, compelindo-nos à reflexão antes de agir.

A prática do silêncio nos resguarda de julgamentos apressados e conversas supérfluas, possibilitando a coleta de informações e a formulação de pensamentos claros antes de tomar decisões. O silêncio, assim, nos presenteia com o luxo da contemplação e análise.

Além disso, o silêncio também é um escudo protetor de segredos e vulnerabilidades. Ao mantermos certos aspectos de nossa vida privada ocultos, evitamos dar aos outros o poder de nos julgar ou explorar nossas fragilidades. O silêncio é uma armadura que defende nossa intimidade.

Por outro ângulo, o silêncio mantém seus próprios mistérios. Ele resguarda pensamentos não expressos em palavras, protegendo não apenas nós mesmos, mas também aqueles com quem nos relacionamos.

O provérbio “guarda o silêncio, e o silêncio te guardará” nos lembra da sabedoria de saber quando falar e quando calar. Quando empregamos o silêncio com discernimento, ele se torna nossa salvaguarda e proteção contra os perigos de palavras impensadas e imprudentes.

Este provérbio também sublinha a importância de nutrir a paz interior e a serenidade. O silêncio se mostra como uma ferramenta poderosa para encontrar tranquilidade no tumulto do mundo contemporâneo. Nele, podemos sintonizar com nossa voz interior e nos reconectar com nosso eu mais profundo. Além disso, o silêncio é uma forma de preservar a harmonia nas relações, evitando conflitos desnecessários e mantendo a paz.

Da Obra: Harmonia do Silêncio /2023

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